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DESVENDANDO A DEUSA DA JUSTIÇA: A VERDADEIRA ESSÊNCIA DE TÊMIS

  • Foto do escritor: Consciência é a base de tudo
    Consciência é a base de tudo
  • 24 de jun. de 2020
  • 6 min de leitura

Atualizado: 8 de abr. de 2021

Ao passar na OAB, firmamos o seguinte compromisso: “Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os Direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

Desde que me formei, sempre amei a frase de Eduardo Coutore: “Luta. Teu dever é lutar pelo Direito. Mas quando encontrar o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça.”

Ao conversar com alguns colegas que também cursaram Direito, notei algo em comum entre nós: O senso de Justiça.

Fato é que, como aconteceu comigo, na prática vemos muitas questões que consideramos injustas. Demorei um bom tempo até ouvir de um mentor e conseguir compreender que “o Mundo é injusto”, aceita que dói menos. Isso significa dizer que nós vivemos num mundo onde há muita INJUSTIÇA.

Quantas vezes, você já se deparou com alguma decisão judicial considerada “injusta”, porém devidamente motivada nos termos da Lei. Hoje tomei consciência de que muitas vezes não existe um certo ou errado, mas sim pontos de vista diferentes sobre a mesma situação. E está tudo bem. Afinal, o que é a JUSTIÇA? Cada um tem um ponto de vista e, o seu ponto de vista cria a sua realidade!

Isso inclusive, a meu ver, é um dos motivos que podemos justificar a insegurança jurídica em nosso sistema. Vou citar um exemplo: Trabalhei em uma empresa, em que cuidava de casos de um grupo econômico, de três regiões do país. Lá, notava as infinitas possibilidades de decisões partindo de processos muito semelhantes. Um problema muito comum era de vício do produto, em Direito do Consumidor, sendo que a Lei é a mesma para todos. Fato é que cada caso é um caso. Entretanto, por vezes me questionava: se a Lei é a mesma para todos, e o vício do produto é o mesmo, praticamente o que muda é o nome das partes, porque tantas decisões diferentes? Pois bem, sabemos que o magistrado possui o Livre Convencimento Motivado.

E, como sempre falo, cada um tem seu “nível” de consciência e de interpretação que deve ser respeitado. Aliás, como citado acima, devemos defender a nossa Constituição Federal e nela encontramos o Direito e Garantia Fundamental a inviolabilidade de consciência e de crença (Artigo 5º, inciso VI). Por vezes confesso que sentia um sentimento de injustiça nas diferentes decisões até compreender a aplicação prática desse inciso.

Contudo, sob o meu ponto de vista atual, não é porque o mundo é injusto que precisamos contribuir com essa “injustiça”. E, ao estudar a inteligência espiritual, encontrei muitas respostas para o meu sentimento.

Porém, antes de explicar, vale citar as diversas vezes que ouvi: “Direito e Justiça são coisas distintas. Nem sempre aonde está o Direito, há a Justiça”. Ou ainda: “A justiça no Brasil é cega”.

Com o passar do tempo, passei a acreditar que a verdadeira Justiça está relacionada a transcendência, ou seja, algo muito maior que nós, a Justiça Divina. Aqui, você pode contribuir, ao parar de olhar por um único ponto de vista achando que a sua verdade é única e absoluta e dando um passo para trás para olhar e compreender o todo, afinal, nós somos parte de um todo. Alguns entendem isso por empatia.

Ao resolver criar uma logo para meu Instagram profissional, que tem foco justamente na expansão da consciência e inteligência espiritual (deixando claro que não é religião e tem como pilares a transcendência, dar um significado simples para existência e o autoconhecimento profundo), resolvi por intuição colocar Têmis já que o Direito faz parte da minha vida, bem como raios de sol e a flor de lótus.

Na ocasião, já havia deixado Têmis com olhos abertos, uma vez que acredito na importância do Poder de Observação. Para quem não conhece, faz parte das interpretações das Leis Universais também chamadas de Leis da Natureza. Já dizia Albert Einstein: “Observe profundamente a natureza e entenderás tudo melhor!” De acordo com a minha atual percepção, as LEIS DA NATUREZA estão acima das leis humanas e essas sim, são universais (funcionam igualmente para todos), absolutas, não se alteram com o tempo, são onipotentes e verdadeiras, podendo ser mostradas por qualquer um que se conectar com sua verdadeira essência e observá-las.

Após um tempo, resolvi verificar os significados dos símbolos que utilizei, que já faziam sentido para mim. Então me deparei com um novo ponto de vista que inclusive me fez mudar referida logo para deixar Têmis com a sua verdadeira essência.

Afinal, quem é Têmis?

Inicialmente vale lembrar que aprendi na faculdade: Têmis representa a Justiça: com olhos vendados para simbolizar a imparcialidade uma vez que todos são iguais perante a Lei; com uma espada que simboliza força, empoderamento, a luta pelo que é “certo” e, por fim, a balança que representando equilíbrio.

Porém, se você olhar na raiz, verá que Têmis significa “aquela que é posta, colocada”.

Filha de Urano e de Gaia, a mãe natureza. Conforme a Mitologia Grega, Gaia foi gerada do Caos, e Urano foi gerado de Gaia. A natureza divina de Caos é difícil de compreender uma vez que “caos” sofreu com muitas mudanças com o passar das épocas. Fato é que Gaia gerou com Urano 12 titãs, dentre eles Têmis. Na Wikippédia, encontramos:

“Quando ainda criança, foi entregue por Gaia aos cuidados de Nix, que acabara de gerar Nêmesis. O objetivo de Gaia, era proteger Têmis do enlouquecimento de Urano. Porém Nix estava cansada, pois gerara incessantemente seus filhos. Então Nix entrega sua filha Nêmesis, e a sobrinha Têmis aos cuidados de suas mais velhas filhas, as moiras (Cloto, Laquésis e Átropos).

As Moiras criam as duas deusas infantes e lhes ensinam tudo sobre a ordem cósmica e natural das coisas; e a importância de zelar pelo equilíbrio. Desta criação, vimos a origem das semelhanças das duas lindas e poderosas deusas criadas como irmãs: Têmis, a deusa da justiça, e Nêmesis, a deusa da retribuição.” ( https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%AAmis)

E, ainda:

“Têmis era a deusa da consciência coletiva e da ordem social, da lei espiritual divina, paz, ajuste de divergências, justiça divina, encontros sociais, juramentos, sabedoria, profecia, ordem, nascimentos, cortes e juízes. Foi também inventora das artes.” ( https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%AAmis)

Achei maravilhoso conhecer esse interessante ponto de vista, principalmente porque tem muita sincronicidade com o que verdadeiramente acredito. Têmis era responsável pelas previsões oraculares, representando a própria Terra, sendo uma defensora inabalável das Leis Divinas e da ordem natural (o fluxo). Assim, também nos ensina a Wikipédia:

“Os oráculos dados por Têmis, não profetizavam só o futuro, mas eram ainda, mandamentos das leis da natureza às quais os homens deveriam obedecer. A deusa nos fala de uma ordem e de uma lei naturais que precedem as noções culturalmente condicionadas da organização e das regras derivadas das necessidades de uma sociedade.”

Essa a meu ver, é a verdadeira Justiça, sem máscaras, sem venda, sem espada. Por falar nisso, saiba que Têmis inicialmente era representada SEM OLHOS VENDADOS (qualquer semelhança com a frase “a verdadeira Justiça não é cega, é mera coincidência), com a BALANÇA para representar EQUILÍBRIO entre a razão e o julgamento e uma CORNUCÓPIA que simboliza ABUNDÂNCIA.

Vale dizer que o próprio STF tem em sua página:

“Numa visão mais moderna, é representada sem as vendas, significando a Justiça Social, para qual o meio em que se insere o indivíduo é tido como agravante ou atenuante de suas responsabilidades.

(...)

Simboliza o destino, as leis eternas, divinas e morais; é a justiça emanada dos deuses, assim nos seus julgamentos não há erro. Ela carrega as tábuas da lei, que desempenham o papel de ordem, união, vida e princípios para a sociedade e para o indivíduo, e uma balança que equilibra o mundo segundo leis universais entre o caos e a ordem. (GRIMAL, 1997, p. 435)” (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=bibliotecaConsultaProdutoBibliotecaSimboloJustica&pagina=temis)

Contudo, sabemos que tudo muda o tempo todo no mundo, isso faz parte da evolução humana. Entretanto, será que para evoluir você precisa ser vendada e usar máscaras? Ou pode simplesmente ser quem você é, vivendo de acordo com a sua essência? Caso você tenha dúvidas na resposta, a inteligência espiritual pode te auxiliar a tirar a máscara do ego para que você se conecte com a sua alma. E, como diz o Bert Hellinguer: o essencial é simples!

Acredito que esse entendimento pode contribuir muito com os colegas que gostam de estudar a parte sistêmica, vez que as leis da natureza sempre estão envolvidas. Isso tudo trouxe força aos meus projetos e espero que de alguma forma contribua com você afinal, meu objetivo é justamente semear conhecimento, expandir a consciência porque consciência é a base de tudo e o caminho é o amor.

Por fim, deixo um ensinamento que aprendi com um grande mestre: A melhor forma de acabar com a injustiça no mundo é o perdão. O perdão é libertador!

Você escolhe o que planta. Você colherá tudo aquilo que plantou. O que você tem plantado hoje? Escolha com sabedoria!




 
 
 

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